Rosemeire Zanela, Advogado

Rosemeire Zanela

Lins (SP)

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Rosemeire Zanela, Advogado
Rosemeire Zanela
Comentário · há 12 anos
Ary Wehrmeister o problema não é valor por filho pago no bolsa, mas a sensação de que não se precisa mais trabalhar porque o governo presta esse assistencialismo sem fiscalização na verdade. E as famílias que tinham no máximo 02 filhos agora estão tendo 04 filhos, para que sejam implantados benefícios. Sem contar o vale gás, vale leite, bolsa estudo, etc e outros mais. A mulher está deixando de ter o seu papel no mercado de trabalho, pois se o marido está recebendo um valor de salário ou mesmo trabalhando de forma informal, os valores recebidos mesmo que sejam R$117,00 para eles já é muito. Isso nós temos vivido aqui, mulheres que trabalhavam no comércio, eram faxineiras, empregadas domésticas, trabalhavam no frigorífico, não querem mas trabalhar. É só dar uma volta pelos conjuntos habitacionais da cidade e ver, sem qualquer preconceito, colchões na calçada elas sentadas fumando e tomando cerveja durante toda semana, simples assim.
E denúncias são feitas aos montes e para a fiscalização atender demora e muito.
Quem sabe agora com a exposição da crise econômica agravada e todas esses aumentos de preço se intensificam, agora quero ver fazer a mentalidade desse pessoal que se acostumou a receber voltar para o trabalho. Temos uma geração ai que se acomodou e com esse tanto de crianças que nasceram não existem vagas em creches e escolas o que será delas??
Não sou contra o
bolsa família, sou contra os abusos e a falta de programas complementares para essas famílias, poderem estudar, fazer cursos, terem creches para os filhos, saúde e dignidade. São 10 anos de pagamentos sem qualquer melhora na pobreza ao contrário o índice só subiu.
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Rosemeire Zanela, Advogado
Rosemeire Zanela
Comentário · há 12 anos
Desculpe muito bonito e lúdico o texto mas na realidade não é isso que acontece. moro em uma cidade razoavelmente pequena 75.000 habitantes, e interessada acompanho os usuários desse benefício e vejo, quem trabalhava no comércio, empresas ou mesmo em casa de família, deixaram seus empregos para receber tais benefícios. Eles não se interessam em aplicar os conhecimentos dos cursos disponibilizados e não voltam para o mercado de trabalho ao contrário tem mais filhos e ai aumentam os benefícios e riem de viverem bem com o dinheiro do governo, portanto o que os filhos estão visualizando e aprendendo?? Que geração estamos criando de brasileiros?Para que esforço se o governo vai me dar?? Infelizmente a realidade é essa, realmente se pegarmos uma cidade do Nordeste castigada pela seca, realmente ajudou, mas o investimento na melhora da educação e saúde foi nenhuma, é só você entrar na globo.com e ver a entrevista com os moradores da cidade que mais votou na Dilma. Alguns se aproveitaram para crescer, muito pouco, mas segundo depoimento destes mesmos, a maioria deixou de trabalhar e tiveram mais filhos vivendo do benefício. E em nada mudou as condições de saneamento, saúde e educação deles. Portanto é assistencialismo puro.
O projeto é ótimo, mas são 10 anos, já deveriam ter sido aplicados recursos para o crescimento real das condições de vida deles, com tudo que é básico para que não mais estivem recebendo tal ajuda, e sim em investimentos. Falo porque vim de família de trabalhadores, semi analfabetos, mãe dona de casa, pai que lutou muito e estudou 04 filhos. Sempre estudamos em escola pública e com nosso trabalho e dedicação porque fomos educados para trabalhar conseguimos crescer e melhorar, e nunca recebemos nenhum tipo de ajuda, apenas o retorno dos impostos, escola pública, saúde.
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